Mãos Vazias...

Dia desses conversava eu com um colega sobre atitudes que temos de uns para com os outros. Criticamos, ponderamos, nos colocamos como vítimas, apontamos erros, enfim, somos duros nas observações.
Meu amigo então ponderou: "Fábio, mãos vazias!! Isso é o que ninguém entende". Isso me fez refletir bastante em como simplesmente não sabemos ficar desarmados, serenos, sem medo ou sem expectativas sobre os outros e, pricipalmente, sobre nós mesmos.
O que significa isso para você? Conseguimos entrar numa situação realmente com as mãos vazias? Não... Nossas mãos estão sempre ocupadas, cheias e por isso mesmo, nada mais conseguem carregar de uma conversa, de novos conceitos e novas atitudes. Conhecimentos toscos, preparos frouxos, posturas ridículas, caras, bocas e babaquices diversas lotam nossas mãos.
Eu preciso esvaziar minhas mãos, já. Não aguento e não quero mais carregar tanta tralha...
Mãos vazias, mãos vazias, Fábio.
Acho que a questão não é ter as mãos vazias. Deviamos sim esvaziá-las de pedras, mas deveriamos enchê-las de argumentos.
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