Um diálogo

A porta rangia naquela casa
Como se quisesse dizer algo
Muito sério e importante
Mas que ninguém tinha tempo pra ouvir

As outras portas
Eram somente portas
E se mantinham num silêncio fúnebre
Sempre...

Mas havia a criança
Nesta mesma casa
E ela sim
Se interessava

Ela, ouvia sim!
Mas não sabia como contar
Aos adultos
O gemido daquela porta

E havia uma conversa
Entre outros objetos da casa
Que queriam contar algo
Aos humanos soberbos

E assim foi.
E assim passou.
A criança cresceu.
E a porta foi silenciada.

A conversa acabou
E o segredo se perdeu...


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