Jogado na rua, alguém...

Não tinha mais nada,
Só a comida que porventura lhe dessem
E o chão para lhe acolher as quedas

Tinha seu olhar vazio
Ignorando a nós, que também não o vemos
Tinha também sua História
Que não é muito diferente de suas chagas
E tem seus fantasmas
Os únicos que compartilham sua miserável existência
(E que são tão íntimos de suas dores reais)

E assim, se retira
Deste mundo tão indigesto

Ele tem seu mundo, onde é Rei.



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