Partidas
No tabuleiro da minha existência
Recomeçava
Com tudo trocado, invertido
E comecei a formar
Arranjos diferentes
Complexos, talvez
Eis que, enfim,
Ganhava algum sentido
Mas sempre havia
Aquela peça
Que sempre faltava
Cujo contorno da ausência
Era tão claro!
E quanto ali tentei
Forçar encaixes
Esparramei as peças, assim!
No começo,
Reunia tudo sem nexo
E alguma coisa eu acertava
Nos poucos acessos (de fúria)Recomeçava
Com tudo trocado, invertido
E comecei a formar
Arranjos diferentes
Complexos, talvez
Eis que, enfim,
Ganhava algum sentido
Mas sempre havia
Aquela peça
Que sempre faltava
Cujo contorno da ausência
Era tão claro!
Se nunca terminam, por que todas as frases têm que ter pontos finais?
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