Passaporte
O mundo
Que inicialmente conheci
Não me concedeu
Visto de entrada
Perdi vários tempos
Tentando entender
A justificativa
Tão ilegível
Para tal
Expulso então
De todos ventres
Possíveis
Rodei afora
De tudo, de todos...
Então avistei
Meu próprio Estado
Puro, individual demais,
Meu...
Vi que no cais
De seu porto
Ancorado estavam
Todas ilusões e sonhos
Toda recusa, todo afastamento
Toda dor que eu expulsara
Com tudo isso
Ornei alamedas, avenidas,
Coretos e praças!
E como ficou belo!
Hoje, o pobre mundo
Dos que se agridem com gentileza
Dos inutilmente felizes
Clama entrada no meu País
Ora eu permito,
Ora eu nego.
Que inicialmente conheci
Não me concedeu
Visto de entrada
Perdi vários tempos
Tentando entender
A justificativa
Tão ilegível
Para tal
Expulso então
De todos ventres
Possíveis
Rodei afora
De tudo, de todos...
Então avistei
Meu próprio Estado
Puro, individual demais,
Meu...
Vi que no cais
De seu porto
Ancorado estavam
Todas ilusões e sonhos
Toda recusa, todo afastamento
Toda dor que eu expulsara
Com tudo isso
Ornei alamedas, avenidas,
Coretos e praças!
E como ficou belo!
Hoje, o pobre mundo
Dos que se agridem com gentileza
Dos inutilmente felizes
Clama entrada no meu País
Ora eu permito,
Ora eu nego.

Demais !!! Abraço. Paulo B.
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