Todos se foram... Estavam bem ali, ao meu lado Mas se foram... O oco de suas formas Bailam à minha frente E eu, a tentar enchê-los! Quantas águas, quantos caldos De lugares distantes, diversos Vertiam em jorros, E s v a z i a n d o... Ah, meu Cansaço! Hoje, encho à mim Farto-me, inundo-me Encharcado de verdades Afogo-me! E ressuscito a mim mesmo... É o mar quem me olha Sereno, impassível Como se quisesse Entrar em mim
Não sou poeta... Há poetas E há paridores de frases Não sou poeta... Poetas arquitetam Rimas, versos Que hospedarão seus sentimentos Eternidades à fora Nós expelimos, aos gritos, As violências que o mundo nos incuba Não sou poeta... Os primeiros versam Do coração ao papel Com natureza bucólica Já nós, dialogamos Com louças e roupas sujas Em espaços apertados... Não sou poeta... Sou não-poeta E eu mesmo (eu, Jul/22)
O nu é artístico Excremento é adubo "Feedback" é auxílio Doença é cansaço Pobreza é virtude O beijo é técnico Mas os sentimentos são eles mesmos... ( Sempre! )
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